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Olímpiadas

Lições das olimpíadas: 8 exemplos para quem estuda

Confira histórias, personagens e dados tirados desse evento esportivo que servem de inspiração para sua rotina

Realizados desde a Grécia antiga, os Jogos Olímpicos trazem diversos exemplos enriquecedores para nossas vidas. Nas mais diversas modalidades esportivas, os atletas se tornam heróis não só pelas conquistas, mas também pelo esforço e pelos valores que demonstram. Confira 8 lições das Olimpíadas, a competição organizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), para o seu dia a dia de estudos:

Confira histórias, personagens e dados tirados das Olimpíadas que servem de inspiração para sua rotina
Confira 8 lições das Olimpíadas para o seu dia a dia de estudos e se inspire!
  1. Consistência é importante na rotina

    Um atleta olímpico pode chegar a treinar 12 horas por dia. E, no fundo, as 24 horas dos competidores de todo o mundo são voltadas para a performance. O que envolve, além da parte física, dieta, sono, preparação psicológica, fisioterapia, acompanhamento médico, etc. 

    Como isso ajuda você: é necessário planejar e dedicar horas para o seu objetivo, seja para se formar ou para entrar numa boa universidade. Por isso, não economize esforço. Dê atenção a todas as disciplinas e pense na sua preparação de forma global. Tudo o que puder contribuir é válido. 

  2. Resiliência leva você à vitória

    A história do atleta de levantamento de peso colombiano, Oscar Figueroa, é um exemplo de como enfrentar derrotas sem desistir. O halterofilista de origem pobre participou pela primeira vez dos Jogos em Atenas 2004 e caiu ao levantar a barra na última tentativa, ficando em 5º lugar.  

    Em Pequim 2008, Oscar retornou com expectativa de medalha. Porém, uma lesão gerada por uma hérnia de disco afetou o desempenho: ele deixou a barra escapar por três vezes e acabou sendo desclassificado. 

    Antes da terceira participação nas Olimpíadas, Figueroa precisou passar por uma cirurgia para tratar o problema na coluna. Após se recuperar, em Londres 2012, ele ergueu um total de 317 kg e quebrou o recorde olímpico. Mas ainda assim não foi o melhor na prova e terminou com a medalha de prata. 

    Após a conquista, o halterofilista voltou a sofrer com o problema nas costas. O que exigiu outra operação para que ele permanecesse no esporte. Então, foi apenas nas Olimpíadas do Rio 2016 que o 1º lugar chegou. 

    Figueroa elevou um total combinado de 318 kg e foi o melhor na prova. Foram 4 participações e 12 anos para conquistar o terceiro ouro da Colômbia na história. Recentemente, Oscar desistiu da aposentadoria e vai participar das Olimpíadas de Tóquio deste ano.  

    Como isso ajuda você: é necessário lidar com as derrotas para vencer. Isso pode envolver enfrentar mais uma tentativa no vestibular, por exemplo. Ou ter dificuldade e ser reprovado nessa ou naquela matéria, caso já esteja na universidade. O importante é seguir firme no seu principal objetivo. Persistência é mais uma das lições das Olimpíadas.    

  3. Pouca experiência não impede você de conquistar

    Há casos interessantes de atletas muito jovens que competiram. Nos Jogos de Paris em 1900, o francês Marcel Depaillé, de apenas 7 anos, participou como timoneiro de uma prova de remo. 

    Em 1912, nos Jogos de Estocolmo, Henry Clundey, do Reino Unido, ganhou a medalha de prata também no remo. Ele tinha somente 10 anos. Outro exemplo, é o da estadunidense Marjorie Gestring, que levou a medalha de ouro em Berlim, no ano de 1936, disputando os saltos ornamentais. A competidora tinha apenas 12 anos. 

    Como isso ajuda você: em palavras simples, pouco interessa se você é o primeiro da sua família ou dos seus conhecidos a procurar voos mais altos na carreira ou nos estudos. Já está de parabéns pela iniciativa e pela busca por um futuro melhor! Então, acredite, é sim possível atingir resultados incríveis mesmo com pouca idade ou vivência. Se você está em início de carreira, este post aqui pode ajudar você: Dicas para quem está iniciando sua carreira. 

  4. Coragem para seguir lutando sozinha(o) leva à superação

    A atleta brasileira de salto em altura, Aída Santos, viveu uma história que é praticamente uma ode à luta contra o machismo e o autoritarismo. Ela foi a única mulher na delegação nacional nas Olimpíadas de 1964, também realizadas em Tóquio. 

    Para participar dos jogos, Aída não recebeu uniforme, tênis adequado ou sequer teve auxílio de um treinador. Ainda assim, sagrou-se a primeira mulher brasileira a participar de uma final olímpica e terminou em quarto lugar. Um resultado que foi superado só em Atlanta 1996, quando a dupla formada por Sandra e Jaqueline conquistou o ouro no vôlei de praia.  

    Como isso ajuda você: o primeiro ponto importante é que machismo é inaceitável. O segundo é que lutar contra a desigualdade de oportunidades entre os gêneros é necessário. E o terceiro é se lembrar de que, às vezes, pode ser preciso lutar por aquilo que quer sem auxílio. Entre as lições das Olimpíadas, fica o lema de que o seu caminho é você quem traça.   

  5. Preconceito não é aceitável (nunca)

    A judoca brasileira Rafaela Silva foi vítima de diversas manifestações racistas nas redes sociais. Os xingamentos surgiram depois que ela foi eliminada nas Olimpíadas de Londres, em 2012, após aplicar um golpe considerado irregular. 

    De origem pobre e moradora da comunidade da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, a atleta chegou a ser chamada de “macaca”, entre outros insultos. Todos atos gravíssimos, passíveis inclusive de prisão.  

    Enfrentando a pressão, Rafaela foi aconselhada a não acessar as redes sociais, chegando inclusive a bloquear a conta no Twitter por um período. A resposta veio quatro anos mais tarde. Foi ela quem conquistou o primeiro ouro do Brasil nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.  

    Como isso ajuda você: caso tenha sofrido ou presenciado preconceito, seja qual for, denuncie e procure ajuda. Se você for vítima, procure entender que independente da sua origem, etnia, gênero ou qualquer outra característica, você pode e merece vencer. 

  6. Boa convivência independe do contexto

    Apesar das recentes tentativas de reaproximação, Coréia do Norte e Coréia do Sul vivem uma situação de tensão diplomática e rivalidade. A situação remonta à guerra entre os dois países, que aconteceu há mais de 70 anos. 

    Mesmo com tudo isso, uma cena nas Olimpíadas do Rio, em 2016, surpreendeu. A ginasta sul-coreana Lee Eun-Ju e a atleta norte-coreana, Hong-Un-Jong, da mesma modalidade, tiraram uma selfie juntas. A foto veio depois que as duas se encontraram em um treinamento, conversaram e sorriram.  O espírito esportivo e de boa convivência, foi outra das grandes lições das Olimpíadas, nesse caso. 

    Como isso ajuda você: construa boas relações com todos – dos funcionários, aos professores e colegas – independente de diferenças. É possível aprender com todos e isso é parte do crescimento pessoal desenvolvido na vida universitária. 

  7. Idade não é limite para alcançar seu objetivo

    O atleta sueco Oscar Swahn participou das Olimpíadas da Antuérpia, em 1920, aos 73 anos. Ele conquistou a prata na extinta modalidade chamada de Tiro ao Veado. Nela, os atiradores atingiam uma tábua de madeira com o formato do animal. 

    Outro exemplo, é o da ginasta Oksana Chusovitina do Uzbequistão, que participará pela oitava vez dos Jogos, aos 46 anos, em Tóquio 2021. Já o Brasileiro Robert Scheidt, de 47 anos, irá para sua sétima Olimpíada, tendo no currículo dois ouros nos jogos. Todo casos de experiências de vida que são verdadeiras lições das Olimpíadas.

    Como isso ajuda você: nunca é tarde para procurar seus objetivos e a universidade não é lugar apenas para os mais jovens. Há espaço para qualquer um que queira batalhar pelo próprio sonho de crescer profissional e pessoalmente, independente da faixa etária.

  8. Foco e persistência são indispensáveis

    Todos os atletas que estarão nas disputas de Tóquio 2021 tiveram que enfrentar uma dificuldade extra: a pandemia. O que trouxe a incerteza constante sobre a data das competições, as restrições para treinar e até se haveria ou não os Jogos. Tudo isso teve que ser driblado. 

    Durante o período de preparação, os atletas foram obrigados a adaptar os treinos. Muitas vezes, tendo que treinar em casa. Normalmente, o evento é realizado a cada quatro anos, no entanto, ele acabou sendo adiado. Imagine a pressão psicológica gerada por esse cenário? 

    Como isso ajuda você: a pandemia alterou a rotina de todos. Tente se adaptar às dificuldades para o estudo trazidas por ela. Neste post aqui, você encontra dicas para isso: Impactos da pandemia: evite que ela prejudique seu estudo. Além disso, em qualquer adversidade, procure manter o foco.  

    Os jogos olímpicos são cheios de experiências e demonstrações que enriquecem e servem de exemplo para nossa rotina. Você se lembra de alguma história que marcou sua memória? Gostou das lições das Olimpíadas e dos exemplos citados no post? Comente aqui embaixo, participe e contribua 😉

Luca Contro

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